De onde vem o “brilho no escuro”? Ciência explica a fotoluminescência

A ciência explica de onde vem o brilho fotoluminescente.

Sabe aquela premissa de que no meio da escuridão, sempre há uma luz? Em alguns casos, essa luz pode vir da fotoluminescência, responsável pelo tal “brilho no escuro“. A verdade é que uma infinidade de coisas pode ganhar esse efeito um tanto mágico, desde uma placa fotoluminescente, usada para sinalização, até mesmo a tatuagem de uma pessoa, feita com tinta especial.

E como acontece a cintilância? Esse material é derivado de cristais minerais naturais raros e não radioativos. O fenômeno acontece a partir de átomos que absorvem energia, no caso, radiação ultravioleta que é invisível ao olho humano, e brilham na ausência de iluminação. Basicamente é o ciclo de excitamento e relaxamento de elétrons, sendo que o excesso de energia acaba sendo liberado em forma de luz.

Olhando num ambiente escuro, parece até que os objetos fotoluminescentes são fluorescentes, mas o neon é só impressão devido a ausência de luz. Os procedimentos para obter ambos os efeitos são parecidos, variando apenas o tempo de absorção de energia e a emissão de fótons, partículas que mediam a interação eletromagnética entre prótons e elétrons.

Na presença de luz negra ou na ausência de claridade, os objetos com pigmentos de fotoluminescência saltam aos nossos olhos, permitindo a visão. A energia é devolvida em forma de luz ultravioleta pelos átomos da lâmpada, que é invisível aos olhos humanos, mas sensibiliza os átomos dos materiais sensíveis à luminosidade. O efeito pode durar minutos e até horas.

Na falta de iluminação ou num ambiente com lâmpada UV-A, pode dar a sensação de que uma incidência de luz azul paira no ar. Mas é porque quando a luminosidade é pouca, o olho humano fica sensível a este espectro da luz, enquanto o amarelo e o vermelho ficam com intensidades bem menores.

Fotoluminescente

O mais interessante deste procedimento é que acontece sem energia elétrica, ou seja, não é preciso ligar o objeto na tomada para que acenda e emita fótons, no caso, luz. Essa tecnologia é utilizada nas placas fotoluminescentes da ADVComm, a sinalização fica muito mais eficiente e ao alcance de todos, já que é visível mesmo em situações de baixa ou nenhuma luminosidade.

Sem mencionar que o brilho das placas fotoluminescentes ADVComm supera 36 horas, é mais do que as 30h que a legislação determina. Esta é não só uma demanda em prol da segurança, mas uma necessidade, especialmente em casos de emergência, por isso é requisito obrigatório do Corpo de Bombeiros para obtenção do laudo de vistoria em edificações.

 

Fotoluminescente é, de fato, uma ideia brilhante!
Até a próxima.

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