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“Eles só pensam no custo-benefício”

Arquiteta especialista em acessibilidade comenta sobre o tema e opina que falta conscientização da sociedade e do poder público quanto à inclusão

Muito já foi discorrido neste blog sobre a importância e a urgência dos espaços da cidade, sejam eles públicos ou privados, serem acessíveis a todos. Trata-se não somente de uma questão que está prevista em lei, mas também de uma noção básica de empatia e inclusão, já que isso implica diretamente na mobilidade, qualidade de vida e autonomia das pessoas.

Contudo, o Brasil ainda está longe de ser um país acessível. Embora a legislação seja muito clara sobre tudo o que deve ser contemplado nas edificações do ponto de vista da acessibilidade, é muito comum flagrar omissões por parte dos responsáveis. Por isso, ouvimos a arquiteta especialista em acessibilidade Paula Dias, que acumula quase 15 de experiência na área e é uma das figuras mais competentes para opinar sobre o assunto.

Segundo Paula, o problema vai além da questão arquitetônica e passa pelo desinteresse político. “É comum encontrar equipamentos públicos como estações de metrô, trem, terminais de ônibus, por exemplo, que não contemplam a acessibilidade. Até mesmo unidades do INSS só começaram a se preocupar com isso depois que foram provocadas por ações do Ministério Público”.

Acessibilidade começa na conscientização

Ela, que é a responsável pelo Grupo Técnico de Edificações Particulares de Uso Público da CPA (Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo), no entanto, consegue enxergar algumas melhorias recentes por parte do poder público, ao menos na capital paulista, mas não satisfatórias ainda. “São Paulo é uma das primeiras cidades brasileiras a pensar seriamente em acessibilidade e nos últimos anos pudemos perceber alguns avanços, tanto na esfera pública como em relação à sensibilização da sociedade civil”, ressalva Paula.

Entretanto, a responsabilidade de tornar os locais acessíveis não cabe apenas às autoridades. Segundo o que diz a Lei 10.098 de 19 de dezembro de 2000, prédios residenciais, condomínios e demais locais privados de uso público, como bares, casas de shows, cinemas, supermercados, teatros, etc, também devem ser considerar a acessibilidade.

Custo é um obstáculo

De acordo com a profissional, a principal alegação dos responsáveis pelas edificações não adaptadas é o custo. “Eles argumentam que os investimentos são altos e que haverá pouco uso, já que o número de frequentadores com mobilidade reduzida, por exemplo, como cadeirantes, seria baixo. Eles só pensam no custo-benefício, sem se atentar para a necessidade da inclusão”, diz Paula.

Segundo a arquiteta, o custo para que um projeto novo seja acessível é de 1% do valor total do investimento, ao passo que no Retrofit, que é o termo que designa a adequação de uma obra já existente, o montante é estimado em 25%, que é o caso da maioria das edificações em que se observam negligências.

No que diz respeito à legislação vigente, a especialista considera que as leis existentes são satisfatórias e que sempre são atualizadas e aperfeiçoadas. Para ela, o que falta para que a acessibilidade seja colocada em prática é conscientização e a fiscalização, tanto das pessoas como das autoridades. “O mais necessário e urgente é fazer com que elas sejam cumpridas e isso depende de denúncias e do próprio Ministério Público”, pontua.2

Para saber mais sobre acessibilidade, clique aqui.

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